sábado, 27 de setembro de 2008

AMOR MAIOR




Fado Triste de Além Mar...

AMOR MAIOR
RosanAzul

Quando me amastes,
Há muito tempo eu já te amava.
Com real intensidade,
Minh’alma, a tua ansiava.

Amei o amanhecer de cada dia,
Porque sabia
Que nele estava a tua respiração,
Os teus sentidos...
E no espaço,
Em ondas,
Nossos pensamentos se uniam...

Amei o sol que te aquecia.
A lua Azul que se fazia
Cheia
De esperança,
A te lembrar de mim
Feliz como criança
Contando estrelas
No céu de ilusão...

Te amei no meu mundo
Solitário
Te amei no meu deserto;
E te fiz água
Fui o teu harém...
Brindamos e bebemos na mesma taça
Num amor que me fez ir além,
Desconhecido aos meus sentidos,
Em dádiva e graça.

Amei cada palavra tua.
As que escutei,
As linhas que eu lí.
As juras sonhadas
Amei as madrugadas em que acordei
Pensando estar contigo...
E mesmo estando sozinha na noite,
Eu sabia,
Que estava contigo;
Ligada ao nosso amor maior.

Amei a esperança que me destes,
Que teceram meus dias azuis.
Amei-te com todas as forças,
Com todo o meu saber.
Te amei tanto,
Que sem querer
Me fiz letras;
Na tentativa de expressar meus sentimentos,
Externando meu amor.
Um amor jamais sentido.
Um amor desconhecido...

Te amei em espera.
Ah, quem dera,
Fosse todo esse amor materializado
Que de tanto amor
Está agora cristalizado,
Nas entranhas do meu ser,
Na memória de cada célula,
No perfume que chega com a primavera
No vôo faceiro da libélula...


TE amei.
E te amo ainda na saudade.
Só não sabia,
Que tudo era quimera...
Construistes um grande muro de pedras
Com sentimentos
Entremeado em heras...

E de tanto te amar,
De tudo ainda ficou:
Minhas letras já sem sentido,
Que em linhas fazem gemido
Do meu amor maior que virou
um triste fado de além mar...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

POR ONDE ESTOU...




Estou no norte
Estou no sul
No horizonte azul
Ä minha própria sorte.

Me encontro onde me procuras
Na linha do horizonte
Escalando com olhares os verdes montes
E no mais azul das alturas.

Estou no frio e no calor
Nas marolas e ventania
Nas noites de calmaria
Quando em ondas, vibro amor.

Jamais estarei no passado
Ainda que esteja ausente
Estou no teu presente
Com amor nas linhas rabiscado.

Posso estar sim
Nos teus contos de fadas
Nos encantamentos e poções preparadas
Nas noites do sem fim.

Não estou presa em armaduras
Não tenho ontem nem amanhã
Somente do hoje vive minh’alma vã
Despida de máscaras e frescuras.

Estou no aqui e no agora
Esperando apenas que teu medo acabe
Pela porta que não abre,
Estou aqui. Vê se não demora...

RosanAzul
Fpolis, 18 set/08

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

CONHECENDO O DESCONHECIDO....



"O desconhecido está
na relatividade do tempo
No medo e na ausência

Na busca desorientada
Na mão que rasga, apaga,
Na mente que abandona.

É aquilo que não temos,
que, por vezes,
acreditamos que não queremos,

Porque, as vezes,
o querer torna-se dor,
e outras, amor.

E, muitas vezes,
tememos tanto um
...quanto o outro."

JN

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

MINHA RAZÃO DE SONHAR





Quando me lembro me esqueço
Desperto eu adormeço
Pedindo para esquecer
E acordar noutro fado
Tendo-te a ti a meu lado
E mais razões p’ra viver


Vivo acordado sonhando
Calado por ti chamando
Dormindo querendo sonhar
Que afinal estou desperto
Que afinal estou liberto
Dentro de um novo acordar


Aí vida que vais passando
Segura-la eu tentando
Sinto-a fugir da mão
Pois tudo que passa ao lado
Não me mantêm acordado
Nem da vida é combustão


E sigo triste cantando
Esse sonho embalando
Ou me sentindo embalar
Morro não adormecendo
P’ra me sentir vivo tendo
Minha razão de sonhar

Herlander Lobão

domingo, 14 de setembro de 2008

SONHOS...


SONHOS
(Peninha)



Tudo era apenas uma brincadeira
e foi crescendo, crescendo me absorvendo
e de repente eu me vi assim completamente seu
vi a minha força amarrada no meu passo
vi que sem você não tem caminho eu não me acho
Vi um grande amor gritar dentro de mim
como eu sonhei um dia

Quando o meu mundo era mais mundo
e todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha, mais pureza,
mais carinho, mais calma, mais alegria
No meu jeito de me dar

Quando a canção se fez mais forte, mais sentida
Quando a poesia realmente fez folia em minha vida
Você veio me contar dessa paixão inesperada
por outra pessoa

Mas não tem revolta não
Eu só quero que você se encontre
Ter saudade até que é bom
é melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom que eu tenho
em mim (eu tenho sim)

Não tem desespero, não
Você me ensinou milhões de coisas
Tem um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz

Quando o meu mundo era mais mundo
e todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha,
mais pureza, mais carinho, mais calma,
mais alegria
No meu jeito de me dar

Quando a canção se fez mais forte, mais sentida
Quando a poesia realmente fez folia em minha vida
Você veio me contar dessa paixão inesperada
por outra pessoa

Mas não tem revolta não
Eu só quero que você se encontre
Ter saudade até que é bom
é melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom que eu tenho
em mim (eu tenho sim)

Não tem desespero, não
Você me ensinou milhões de coisas
Tem um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz.

Mas não tem revolta não
Eu só quero que você se encontre
Ter saudade até que é bom
é melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom que eu tenho
em mim (eu tenho sim)

Não tem desespero, não
Você me ensinou milhões de coisas
Tem um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz.

sábado, 13 de setembro de 2008

DESAFIOS


DESAFIOS


A vida é cheia de términos e novos começos.

A cada curva há algo que nos desafia,

seja o novo, formidável, ou simplesmente o familiar.

O que para uns é uma montanha intransponível,

para outros um desafio a vencer.

O que se torna sombrio para alguns

ainda permanece iluminado para outros.

Os otimistas vêem o caminho à frente,

os pessimistas ficam tão ocupados

em olhar para trás que não conseguem

ver a solução bem diante deles.

Se ficarmos segurando a corda

que nos arrasta para trás

não teremos mãos livres

para agarrar a corda que nos

puxa para frente.

Meu Cantinho

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

EU CARREGO O SEU CORAÇÃO COMIGO


Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração
Nunca estou sem ele
Onde quer que vá, você vai comigo
E o que quer que faça
Eu faço por você
Não temo meu destino

Você é meu destino, meu doce
Eu não quero o mundo por mais belo que seja
Você é meu mundo, minha verdade
Eis o grande segredo que ninguém sabe

Aqui está a raiz da raiz
O broto do broto
E o céu do céu
De uma árvore chamada vida
Que cresce mais que a alma pode esperar
Ou a mente pode esconder
E esse é o prodígio
Que mantém as estrelas à distância
Eu carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração.

(Poema de E.E. Cummings)

domingo, 7 de setembro de 2008

AH.... SE EU FOSSE UM ANJO....




Se eu fosse um anjo..
Cuidaria de você.
Faria com que nada de mal
De ti se aproximasse.
E somente a felicidade
Fizesse seu coração pulsar.
E se passase por momentos angustiantes...
Que parecem não ter fim.
Nem perceberia, pois não deixaria.
Se eu fosse um anjo...
Seu lindo sorriso seria ainda mais lindo.
Ainda mais terno e doce.
Se eu fosse um anjo...
Sua bondade se espalharia ao mundo.
Se eu fosse um anjo...
As lágrimas que rolassem em sua face
Seriam só de felicidades
Se eu fosse um anjo...
Dar-lhe-ia um beijo na face.
Afagaria teus cabelos.
Velaria teu sono.
Para assim se sentir protegida.
Ah se eu fosse um anjo...

(Desconheço a autoria)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O TROVADOR E A DAMA



Encontrado foi no peito,
Do trovador, deitado ao leito,
Em meio às manchas de vida,
E uma cítola partida:

“A quem possa interessar,
Ou do caso, de acaso encontrar,
Tenha já, sem razão,
Em suas mãos toda a verdade,
Desvelar mudo verso da mão covarde,
Que de tanto amor e sofrimento
Encontrou um fim para o tormento.

Se a bela Dama, d’alta corte,
Não compreendera o porquê de uma ilusão
Nem tivera ao alcance, a compaixão,
Não viria pois, da pena, mal da vida,
Carne nova a preencher essa ferida”.

Apertando as mãos em dor,
Ao seu lado chorava a Dama.
Na lágrima alcançava o louvor
Do remorso de quem ama.


João Neto